A seguir: Fotos ...
Em Unaí, os direitos do Deficiente Físico são suprimidos, esquecidos, e as leis que dão direito aos portadores de deficiência são congeladas em meras palavras gravadas em papéis e nunca são colocadas em práticas. Não há rampas suficientes e algumas que há, sempre tem um veículo, moto ou bicicleta de um irresponsável que estaciona no local, fechando ela, impossibilitando de ser usada, e na maioria dos casos, quando um deficiente chama a polícia para obrigar o proprietário do veiculo a retira-lo, ainda ouvimos dizeres como: "não há lei que proíba", as leis não são suficientemente adequada para obrigar a retirar o veículo de frente de uma rampa, a não ser que esta seja de uma garagem. Os prédios não adaptam, e as pessoas responsáveis pelos projetos não tem preparos para fiscalizar, ordenar ou proibir, eles simplesmente fazem como quer e não há quem os oriente a fazer adequadamente como deve. Caso lamentável. Ninguém está ai, com o portador de deficiências.

Todo mundo sabe que "calçada" existe para tráfego de pedestres. Já imaginou uma cidade onde não houvesse calçadas? os veículos estacionando na porta dos comércios? A calçada existe para tráfego de pedestres e cadeirantes, já o ciclista não pode trafegar sobre as calçadas, com excessão da cidade de Unaí, onde não cumprem as leis. Aqui o comerciante estão expondo suas mercadorias sobre as calçadas. Será que o prédio não cabe mais sua mercadoria, que é necessário colocá-las sobre as calçadas? ou é porque o comerciante pensa que cercando o cliente com suas mercadorias expostas nas calçadas, ele venderia mais? ou ainda, será que é porque seu imóvel não cabe mais? nesse caso deveria alugar um local maior. Veja a situação da foto acima. Isso daí tem culpa do município não fiscalizar, ACIU, sei lá. Isso é descaso e desrespeito para com o cidadão unaiense, principalmente com o cadeirante.

Este procedimento feito nas esquinas, para escoamento das águas fluviais, pelo prefeito Antero manica, no inicio de 2005, inicio de seu primeiro mandato, foi um grande descaso com a população unaiense, que o elegeu com 74% dos votos válidos. O deficiente físico, cadeirante, não consegue transpor esta valeta, com cadeira de rodas, e se tentar ultrapassa-los pode quebrar sua cadeira de rodas, principalmente os que usam a cadeira de rodas elétrica, como no meu caso que já quebrei a minha cadeira por três vezes, nestas canaletas.
Aqui estou, fazendo uma demonstração, de como acontece, quando se tenta ultrapassar a canaleta. As rodas dianteiras se encaixa dentro da canaleta e não há como sair, exceto com a ajuda de terceiros, para que suspenda-a e coloque fora. Pena que em Unaí-MG não existe ninguém para compreender este caso e o prefeito não tá nem ai com os portadores de deficiências e os usuários de cadeira de rodas. Mas um dia ele vai cair do poder...

Este modelo ai acima é um dos modelos que deveria ser usado neste caso, onde tem mais espaço para a água passar internamente, abaixo do asfalto, sem ter que modificar o nível superior e nem deixar o canal aberto, mas como o deficiente cadeirante aqui é muito desvalorizado, isso aconteceu sem que ninguém pensasse que em Unaí tem aproximadamente 150 cadeirante, onde uns 30 são usuários de cadeira elétrica. Uma cadeira manual normal esta valendo em torno de 3.000,00 para adquiri-la na cidade, sendo que em Unaí não existe a venda. Já uma cadeira Motorizada esta com o valor entre 8 a 9.000,00 (nove mil reais). E a manutenção, além de muito cara, somente na fábrica das mesmas (FREEDOM), em Porto Alegre-RS. Se uma mola de suspensão, que vale 10,00, para adquiri-la com representantes na cidade, vai para quase 50,00; e diretamente via sedex, com pedido particular feito pela internet sai por volta de 30,00. E estas canaletas não perdoa mesmo, é só querer saltar sobre elas, que as molas dianteiras quebram mesmo. As eleições se aproximam... Deficientes tem títulos eleitorais, e ai?

Até pode ter deficientes que são "tan-tans", que não liga prá nada! não percebe o que acontece em seu meio; mas na maioria, são inteligente e sabe reagir, buscar seus direitos, requerer, correr atrás e lutar para que seus direitos sejam cumpridos, aplicados. Eu sou um deles!
Sou cidadão, pago meus impostos, e quero ver meus direitos cumpridos, não só os meus, mas os dos deficientes. Já fui uma pessoa, até os 21 anos de idade, sem deficiência, saudável, trabalhadora, que um dia, no ato do meu trabalho, sofri um acidente e fiquei paraplégico. Hoje, após 28 anos, depois de ser reabilitado, continuo trabalhando, sou independente para a vida diária, morando sozinho, trabalho com fotografias e com muita dificuldade me auto-sustento, e nem por isso admito esta situação de descaso, luto por mim e pelos deficientes de minha cidade.

O usuário de cadeira de rodas deve ser visto com mais atenção, não importa se rico ou pobre, todos eles sofrem na pele o descaso da sociedade, de políticos que só visam os votos, enchem-nos de promessas e na hora de cumprir... "não fui eu". A cidade onde os políticos, governos e responsáveis trabalham e reconhecem os deficientes como cidadãos, há melhorias em prol, como: Rampas na cidade, calçadas transponíveis, ruas bem calçadas, rampas e elevadores nos prédios públicos, escolares, hospitais, postos de saúde, etc. fiscais que fiscalizam e obrigam os comerciantes a adaptarem seus prédios; colocando banheiros adaptados, entradas com rampas ou elevadores para prédios acima de 2 pavimentos. Igrejas bem adaptadas com entradas facilitadas com rampas e banheiros acessíveis e adaptáveis com barras de apoio. Praças com banheiros públicos adaptados.

Um carro semelhante a este seria muito útil para os unaienses, utilizando-o como um disque transporte, para que possa ser solicitado pelo deficiente, que não tem um meio de transporte, quando precisa deslocar de sua residencia para o hospital, para o posto de saúde, ou para fazer exames em um laboratório. Bastaria 2% do dinheiro que o prefeito gasta com as festas de carnaval, ou outras festas banais durante o ano. O deficiente poderia muito bem usufruir deste serviço gratuito. Mas visando o valor do deficiente pela quantia de votos que ele rende... Somos desconhecidos!

Unaí merece uma van ou uma besta adaptável, para conduzir os deficientes físicos até a escola, incentivando assim, a estudar! mas nenhuma atitude está sendo feita, e quando alguém vai falar alguma coisa, não consegue, porque estão nas secretarias, no gabinete, lá encima no segundo e terceiro andar do prédio, Sede municipal de Unaí, o Executivo ainda não deu conta de adaptar seu prédio, para que o deficiente físico possa requerer seus direitos, "coitadinhos". (do executivo, claro)!
Esta linda escada é a única passagem que dá acesso aos pisos superiores (1º e 2º andar), onde funcionam as secretarias de obras, (responsáveis pelas obras arquitetônicas da cidade), entre outras. No térreo apenas a receita, tesouraria etc. O deficiente físico não tem direito nenhum aqui, porque não tem asas e nenhum deles possui helicóptero para descer sobre o prédio. Agora se tiver contas para pagar, ai se resolve no térreo mesmo.
Unaí precisa de mais estacionamentos privados para o deficiente físico, os poucos que tem, por não ter fiscalização, vive ocupados. O que adianta fazer estacionamentos, se não há regulamentação, fiscalização e principalmente sinalização? Nem a polícia não fiscaliza corretamente os estacionamentos reservados para o cadeirante.
Unaí merece banheiros públicos e entre eles banheiros adaptados, se tivesse uma outra visão...
Visão de quem quer o melhor para Unaí, visão de políticos de futuro, de quem não quer só prá si, de quem governa para o bem da cidade!
Unai precisa de quem enxerga a necessidade e o bem estar do cidadão. Ai pergunto eu: Kd eles?
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| Foto ilustrativa - Um ônibus adaptado corretamente para deficientes cadeirantes |
Unaí não tem coletivos dignos do nome, e muito menos os portadores de deficiências físicas, mentais, visuais, etc. Mas a dona da empresa que faz os itinerários urbanos aqui, manda e desmanda na cidade; nunca vi isto... Ela burla até as leis municipais, seus micro-ônibus demoram até uma hora para dar uma volta e tornar ao mesmo local, passam até três no mesmo bairro, e muitos dos bairros não tem nenhum. O deficiente cadeirante não anda de coletivo, porque além de não haver esse tipo de rampa mecânica, as portas ainda não tem largura suficiente e dentro não tem espaço para a cadeira de rodas, além do mais, o motorista não ajuda, e não há cobrador nos coletivos. O que acontece: Pelo fato dos coletivos serem muito lento, passando em um determinado ponto de hora em hora, ainda cobram muito caro; ai ninguém utilizam eles, exceto os idosos que viajam de graça e sem compromisso de horário.