para o risco de transbordamento do Ribeirão Arrudas.
Chove forte em várias regiões de Belo Horizonte-MG na tarde desta Quinta-feira (160225).
Granizo foi registrado no Bairro Jardim América, na Região Oeste. O leitor José Luciano Lima de Carvalho enviou o vídeo e contou que o granizo durou cerca de 5 minutos.
José Luciano ainda disse que choveu forte no bairro por cerca de 30 minutos. Um raio atingiu a cerca elétrica de duas casas em frente à loja do comerciante e houve uma pequena explosão.
De acordo com a Defesa Civil da capital, o Ribeirão Arrudas corre risco de transbordamento na Avenida Tereza Cristina, altura do Bairro Betânia, Região Oeste.
Ainda de acordo com a Defesa Civil as regiões mais atingidas são o Barreiro, Oeste, Centro-Sul, Norte, Pampulha, Venda Nova e o hipercentro.
No Bairro Maria Goretti, a Defesa Civil alerta que o Córrego Gorduras, na Rua dos Limões, está com nível elevado e risco de transbordamento também.
Também há registro de pancada de chuva em Santa Luzia e em Contagem-MG, ambas cidades na Região Metropolitana de Belo Horizonte-MG.
A mineradora Samarco informou que aconteceu um deslocamento de 'massa residual', ou rejeito de minério, na tarde desta quarta-feira (160127) na barragem de Fundão, em Mariana-MG, na Região Central de Minas Gerais.
De acordo com a assessoria de imprensa da mineradora, cujos donos são aValee a BHP Billiton, cerca de 450 funcionários, que trabalhavam em obras, foram retirados do complexo de barragens.
Eles não voltaram a trabalhar nesta quarta-feira.
Segundo a Samarco, a ocorrência aconteceu dentro da área das barragens, entre Fundão e Santarém, e não houve vazamento externo. Ninguém ficou ferido (leia nota na íntegra ao fim da reportagem).
A Defesa Civil e a Prefeitura de Mariana-MG disseram ter tomado conhecimento do deslocamento, mas não foram ao local. O Ministério Público enviou uma equipe à Samarco para verificar a ocorrência.
O deslocamento de lama ocorreu, conforme a mineradora, por causa das chuvas dos últimos dias. Na última semana choveu muito na cidade, mas, segundo a assessoria da Prefeitura, não chove nesta quarta-feira na cidade.
O governo de Minas, por meio de nota, comunicou que equipes da Defesa Civil estadual e da Polícia Militar também foram enviadas ao local. De acordo com o executivo, a ocorrência foi registrada por volta das 12:00 horas e foi emitido um alerta amarelo, que é voltado a segurança dos trabalhadores.
Representantes do Núcleo de Emergências Ambientais - NEA da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semad foram deslocados para o local e vão fazer uma avaliação ambiental da ocorrência.
Segundo a Samarco, as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis com base no continuo monitoramento.
Tragédia em novembro
A Barragem de Fundão da mineradora Samarco se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. O distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, foi o mais afetado. A enxurrada de lama também atingiu cerca de 40 cidades em Minas e no Espírito Santo. O desastre ambiental deixou 17 mortos e dois desaparecidos.
Leia a íntegra da nota daSamarco
A Samarco informa que ocorreu, na tarde de hoje, 27 de janeiro, uma movimentação de parte da massa residual da Barragem de Fundão devido as chuvas das últimas semanas.
De forma preventiva e seguindo seu Plano de Emergência, os empregados, que atuam próximo à área afetada, foram orientados a deixar o local.
Não houve a necessidade de acionamento de sirene por parte da empresa. As defesas civis de Mariana e Barra Longa foram devidamente informadas.
Ressaltamos que o volume deslocado permanece entre a barragem de Fundão e Santarém, dentro das áreas da Samarco.
A Samarco reafirma que as estruturas das barragens de Germano e Santarém permanecem estáveis com base no continuo monitoramento.
Mesmo nas áreas mais críticas, especialmente na região das Olarias, onde 17 famílias foram removidas devido ao avanço do rio, a situação aos poucos volta a se normalizar.
No entanto, as equipes que formam a força-tarefa municipal continuam em alerta, em razão da instabilidade climática.
"Apesar de a previsão estar sinalizando
menos quantidade de chuva,
não podemos nos dispersar.
Afinal, de terça pra quarta-feira passada,
a previsão marcava 27 milímetros de chuva
e fomos pegos de surpresa com 127 milímetros.
Foi muita água caindo por muito tempo"
Lembra o coordenador municipal de Defesa Civil, Sérgio Moraes.
O alerta para as equipes da força-tarefa formada para atuar em situação de alagamentos continua aceso por todo o fim de semana, porque ainda há previsão (para os próximos dias) de o tempo em Unaí e região variar de nublado a chuvoso durante a maior parte do período.
FOTOS DAS INUNDAÇÕES OCORRIDAS NOS ÚLTIMOS DIAS EM UNAÍ-MG:
Um grande congestionamento se formou na manhã desta sexta-feira (160122) num trecho da MG-122, próximo a Capitão Enéas-MG, no Norte de Minas. O Rio São Domingos transbordou e inundou cerca de 500 metros da rodovia, que liga a BR-251 a cidade de Janaúba-MG.
Dezenas de veículos ficaram impedidos de passar nos dois sentidos. O grande volume de água alagou casas às margens da rodovia. Uma residência ficou quase toda coberta.
Com a passagem impedida, muitos motoristas desistiram de viajar e retornaram. A rodovia permaneceu interditada até o final da tarde desta sexta.
De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 16 horas a estrada foi liberada e o trânsito se normalizou.
A chuva que caiu nas últimas 24 horas em Montalvânia-MG, no Norte de Minas, já causou vários estragos na cidade.
Estima-se que cerca de 40 pessoas ficaram desabrigadas.
De acordo com o prefeito, Jordão Medrado, choveu nas últimas horas cerca de 200 milímetros na cidade. Por causa do temporal que começou na noite de terça-feira (160119), o Rio Cochá transbordou e invadiu casas próximas ao afluente. As famílias que moram no local tiveram que sair das residências e se abrigarem em casas de parentes e conhecidos.
“Nós alugamos casas para as famílias
que não tinham para onde ir.
Elas vão permanecer nelas
até haver condições de voltar para suas casas”
Diz o prefeito.
As famílias que vivem em locais de risco estão sendo retiradas das moradias.
Outro problema foi detectado nas estradas vicinais da região, que ficaram intransitáveis por causa da água e lama.
Quatro clubes da cidade foram inundados pela água.
Foram registradas duas quedas de árvores na zona rural do município.
Segundo Jordão Medrado, uma equipe já trabalha para fazer a limpeza de Montalvânia.
“Já tem uma equipe que está limpando
a entrada da cidade,
que ficou comprometida.
E estamos dando todo o suporte às famílias
mais atingidas pela chuva”
Explica.
Ainda de acordo com o prefeito, uma escola já está preparada para receber desabrigados, caso seja necessário.
Jordão Medrado ressaltou que se continuar chovendo, vai ser preciso recorrer ao governo.
“O volume de chuva foi bem maior que a expectativa.
Na maior cidade do Norte de Minas já choveu 408,4 milímetros no mês de janeiro, o que representa 71% do volume registrado em todo ano de 2015. Na noite dessa quarta-feira (160120) foram 85,3 mm, segundo o Inmet.
A média histórica registrada em Montes Claros-MG, nos últimos 30 anos, é de 230 mm no mês de janeiro, sendo que no mesmo mês em 2015 não houve registro de chuvas.
Segundo a Defesa Civil, 1300 famílias vivem em 17 áreas de risco, e, somente nessa quarta-feira foram 31 ocorrências relacionadas às chuvas. A mais grave foi na Vila São Francisco de Assis, um dos pontos mais críticos da cidade. Uma casa desabou e uma família ficou desabrigada. Ao todo, na cidade, cinco famílias, [25 pessoas] tiveram que deixar suas casas e foram encaminhadas para a Defesa Civil Municipal.
Deslizamento de terra em Montes Claros-MG
Uma força-tarefa foi formada entre o Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Montes Claros e CEMIG, e está sendo utilizado o Sistema de Comando em Operações - SCO e reuniões diárias são realizadas no quartel do 7º BBM para traçar os Planos de Ação, segundo os bombeiros.
Nesta semana, a prefeitura anunciou que as famílias que vivem nas áreas de risco na cidade e estiverem cadastradas no Programa Minha Casa Minha Vida, por medida emergencial, serão encaminhadas a uma casa do programa. As famílias que se negarem a deixar as casas serão desligadas do programa.
Em Montalvânia-MG, também no Norte de Minas, a chuva que caiu nas últimas 24 horas deixou 40 pessoas desabrigadas, segundo a prefeitura.
Por causa do temporal que começou na noite de terça-feira (160119), o Rio Cocha transbordou e invadiu casas próximas ao afluente.
As famílias que moram no local tiveram que sair das residências e se abrigarem em casas de parentes e conhecidos.
Segundo o prefeito da cidade Jordão Medrado, as famílias que vivem em locais de risco estão sendo retiradas das moradias.
“Nós alugamos casas para as famílias
que não tinham para onde ir.
Elas vão permanecer nelas até haver condições
de voltar para suas casas”.
Inundação em Montalvânia-MG
Outro problema foi detectado nas estradas vicinais da região, que ficaram intransitáveis por causa da água e lama.
Quatro clubes da cidade foram inundados pela água. Foram registradas duas quedas de árvores na zona rural do município.
Jordão Medrado ressaltou que se continuar chovendo, vai ser preciso recorrer ao governo.
“O volume de chuva foi bem maior que a expectativa.
Se a chuva continuar, teremos que pedir ajuda”
Conclui.
Em Unaí-MG, no Noroeste do estado, segundo a prefeitura, choveu 100 mm nas últimas 24 horas.
As hidrelétricas Baixo Unaí e Queimados estão sendo monitoradas constantemente pela Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.
O prefeito Delvito Alves afirma que as áreas mais afetadas estão na zona rural, onde algumas pontes caíram e a coleta de leite foi prejudicada.
Por causa das chuvas, o Rio Preto, que corta toda a cidade, está acima do nível normal, e transbordando nos Bairros Jacilândia, Politécnica, Loteamento Rio Preto, Cacheira e Park Rio Preto.
O engenheiro Joaquim Pimenta de Ávila, responsável pelo projeto de construção da barragem de Fundão, disse neste sábado (150116) à reportagem da TV Globo que alertou à mineradora SAMARCO, cujas donas são a Vale e a BHP Billinton, sobre um princípio de ruptura na margem esquerda da barragem de Fundão. O aviso, segundo ele, foi dado em 2014 quando ele prestou consultoria para a mineradora.
A informação foi divulgada neste sábado pelo jornal "Folha de São Paulo" e confirmada com o especialista pela TV Globo. A notícia foi dada com base no depoimento do engenheiro na Polícia Federal, em dezembro do ano passado.
O engenheiro afirma que uma trinca apareceu em um recuo feito na barragem e que não estava no projeto feito por ele. A recomendação do especialista na época foi que fosse feito o redimensionamento do reforço na estrutura e a instalação de ao menos nove piezômetros – instrumentos para medir a pressão da água no solo e o acompanhamento diário da posição do nível da água. Mas ele disse à Polícia Federal que não sabe se as orientações foram seguidas pela mineradora.
A mineradora informou que todas as ocorrências surgidas durante o processo de manutenção de barragens foram devidamente cumpridas em 2014. Além disso, a barragem tinha piezômetros instalados em toda a sua extensão, inclusive no lugar indicado como recuo. O resultado e a frequência da leitura de todos os piezômetros estavam normais e atestavam a estabilidade da barragem, conforme a SAMARCO.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que não tinha conhecimento do recuo feito na barragem de Fundão, antes da tragédia. O MP afirmou ainda que investiga mudanças no projeto da barragem de Fundão que não foram autorizadas por órgãos de fiscalização do estado. Isso, conforme o órgão, pode ter contribuído para o maior desastre ambiental do país.
Tragédia em novembro
A Barragem de Fundão, da mineradora SAMARCO, cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. O distrito de Bento Rodrigues, em Mariana-MG, foi o mais afetado. A enxurrada de lama também atingiu cerca de 40 cidades em Minas e no Espírito Santo. O desastre ambiental deixou 17 mortos e dois desaparecidos.
Cá entre nós ...
Ai eu pergunto:
O Município de Mariana-MG foi colocado em estado de Emergência?
Qual foi a ajuda dada pela presidente à esta cidade?
Qual a atenção dada pela Presidente Dilma?
Pelo que saiba, no tempo da ocorrência da tragédia, ela estava muito preocupada com outras ocorrências fora do país, ocorrência essa que não se encontrava dentro do país em que preside.
A Mineradora de Bento Rodrigues-MG, Uma das maiores mineradoras que destrói legalmente a natureza e o meio ambiente em busca de minérios, acabando com rios, matas, fauna, flora e tudo que tem no local, agora teve uma de suas barragens de contenção dos dejetos tóxicos rompida, o que saiu inundando de lama tóxica, tudo que tinha pela frente: Fazendas, casas, lavouras, rios, cidades e até o mar.
Onde está a rede globo para pelo menos mostrar o desastre ambiental na sua dimensão? Cadê a presidente Dilma com seus sórdidos pronunciamentos? Afinal foi um dos maiores acidentes contra o meio-ambiente ocorrido em nosso país nos últimos anos!
São dezenas de mortos, dezenas de desaparecidos, centenas de feridos e desabrigados, milhares de pessoas prejudicadas e ainda querem abafar o caso, como se fosse apenas um simples ocorrido que logo passará.
Nosso estado mineiro foi duramente danificado, várias cidades de até 260 mil habitantes que ficaram sem água, moradia e infra-estrutura.
RELATOS DE UM MORADOR EM GOVERNADOR VALADARES-MG:
"Infelizmente, o BRASIL ainda não sabe o que está acontecendo
aqui em Minas Gerais.
Os veículos de "desinformação" continuam omitindo fatos
e números importante para amenizar a tragédia.
Sugiro que aqueles que tem amigos virtuais em outras cidades,
estados e países, informem melhor e alertem o Brasil
de que são centenas de milhares de pessoas afetadas pelo fato.
Toda a economia dos municípios está comprometida.
As escolas suspenderam as aulas,
a agricultura está comprometida,
porque não tem chuva,
o comercio já quase parou,
pois não tem água, nem para os banheiros;
bares e restaurantes estão adotando material descartável para servirem,
mas não existem panelas descartáveis
e essas precisam ser lavadas.
A construção civil também foi afetada;
não há água para o banho das pessoas.
Hospitais e asilos,
presídios e serviços essenciais estão sendo abastecidos por caminhões pipa,
que precisam ir a outros municípios para se abastecerem de água,
o que está onerando os cofres públicos
com o alto consumo de combustível
isso quando conseguem passar pelas estradas bloqueadas
pela manifestação de caminhoneiros.
O Rio Doce, um dos MAIORES DO BRASIL, está morto!
As populações, desde Mariana-MG até Linhares-ES
(e depois no Oceano Atlântico)
estão sofrendo as consequências
do que talvez seja a maior tragédia ambiental,
ecológica, econômica, hídrica, já ocorrida no pais.
E as consequências serão sentidas por muitas décadas.
Somente em Governador Valadares são 260 mil pessoas afetadas.
Alguém já imaginou uma cidade de 260 mil pessoas totalmente sem água?
E o pior: a água está correndo no Rio Doce,
mas completamente envenenada por arsênico, mercúrio e outros metais.
Todos - eu disse todos - os peixes morreram envenenados
e já se pode sentir o "cheiro" a km de distância.
Esse é o quadro que o BRASIL precisa saber.
Divulguem para que outras tragédias possam ser evitadas.
Talvez a próxima seja a dos lixões,
ou das enormes pastagens que avançam derrubando as florestas,
ou quem sabe, as imensas lavouras de soja???
Informem, manifestem a indignação pacífica,
sem revolta ou violência.
Chega de violência contra povo Brasileiro,
menos ganância, é o que precisamos.
Obrigado por me ler!
É apenas o desabafo de um Valadarense,
mineiro, brasileiro e ... ser humano."
CONFIRA NOS VÍDEOS ABAIXO A DIMENSÃO DA TRAGÉDIA:
CÁ ENTRE NÓS...
São milhares de pessoas desabrigadas, sem casas, sem comida, sem roupas, sem remédios, sem água para beber, banhar ou lavar roupas e vasilhames! Pessoas expostas ao barro tóxico, em busca de membros da família que desapareceu na lama!
Lama essa que veio de uma barragem de contenção de dejetos de uma Mineradora situada em Bento Rodrigues-MG, próximo da cidade histórica de Mariana-MG.
Esse tipo de mineradoras são as maiores devastadoras do mundo, em destruir a ecologia, o eco-sistema de uma forma autorizada pelo governo brasileiro, de forma "Legal". Elas são as responsáveis pela destruição de quilômetros² de terrenos, florestas, rios como o Rio Doce, um dos maiores rios do Brasil, e nada é feito para impedir.
Garagens amanhecem alagadas e ruas com barro após 3 h de chuva
Regiões do DF permaneciam sem luz pela manhã e com áreas interditadas
Instituto de Meteorologia diz que choveu o esperado para um terço do mês
As três horas da forte chuva que caíram no final da noite desta terça-feira (141216) deixaram estragos no Distrito Federal. Estacionamentos amanheceram alagados, ruas ficaram tomadas pelo barro e várias regiões permaneciam sem energia pela manhã. Até as 9:30 horas, pelo menos 12 das 31 regiões administrativas da cidade registravam pontos com falta de luz. O Corpo de Bombeiros também não soube informar o número de atendimentos por causa do temporal (veja abaixo as imagens dos estragos).
De acordo com o subsecretário de Operações da Defesa Civil, Sérgio Bezerra, 50 carros foram atingidos durante a chuva. Ele também afirmou que os bombeiros registraram mais de 50 chamadas no período.
“Choveu cerca de 75 mm.
No mês de dezembro chove 250 mm, na média.
Em duas horas e meia choveu quase um terço
do que chove um mês inteiro.
A única ocorrência de maior destaque em relação
a alguém que poderia se ferir foi na 311 Norte,
um vigilante estava em uma academia dormindo
e os bombeiros retiraram ele de lá porque ele ia se afogar”
Afirmou Bezerra.
O subsecretário também afirmou que os prejuízos poderiam ser piores.
“Se fosse em outro lugar de Brasília,
os danos poderiam ser humanos,
depende muito do local onde cai a chuva,
se caísse no Sol Nascente [em Ceilândia]
poderia ser muito pior.
O sistema de drenagem,
ele tem que ser não só reavaliado,
mas boa parte da Asa Norte
tem que ter esse sistema refeito.”
Entre as áreas afetadas estavam o Itamaraty e a chapelaria do Congresso Nacional. Na quadra 402 da Asa Norte, um carro ficou virado, com a parte da frente atolada na lama. Carros boiavam na pista. De acordo com o Instituto de Meteorologia, choveu o esperado para um terço do mês nestas três horas. Imagens feitas pela TV Globo durante a madrugada mostram os efeitos da chuva. Na Asa Norte, área mais castigada, ruas ficaram intransitáveis. Quem estava a pé, pulava para não ser arrastado e buscava abrigos nas paradas de ônibus. De carro, também não havia segurança – muitos acabaram invadidos pela água.
Viadutos também ficaram inundados, e nem mesmo os ônibus conseguiam trafegar pelas passagens. O teto de um restaurante desabou com a força da chuva. Bueiros formavam redemoinhos.
Em um hospital particular no final da Asa Norte, pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades de saúde por causa da correnteza que se formou no saguão. O teto do pronto-socorro desabou.
Choveu cerca de 75 mm. No mês de dezembro chove 250 mm, na média. Em duas horas e meia choveu quase um terço do que chove um mês inteiro. A única ocorrência de maior destaque em relação a alguém que poderia se ferir foi na 311 Norte, um vigilante estava em uma academia dormindo e os bombeiros retiraram ele de lá porque ele ia se afogar"
O policial militar Antonio Oliveira descreveu o “caos”.
“Foi horrível. Desde às 19 horas que estou aqui.
Fui medicado, mas fiquei ilhado.
Não tinha como sair.
Estava tudo alagado, um mar sem ondas”
Disse no início da madrugada.
Um shopping no início da Asa Norte fechou mais cedo, mas os funcionários precisaram ficar até bem depois do expediente para tirar a água com rodo. Garagens por toda parte foram inundadas, inclusive a do edifício-sede do Banco do Brasil.
Em um prédio residencial, o alagamento beirava a porta dos carros. A entrada principal do Congresso Nacional, conhecida como chapelaria, também ficou inundada depois que o espelho d’água da Câmara dos Deputados transbordou.
Balanço
O fim da chuva espalhou sujeira pela cidade. Ruas ficaram interditadas e motoristas, confusos. Um assessor parlamentar comemorou conseguir recuperar o carro, que havia sido arrastado pela enxurrada.
O comércio também registrou danos. Um estúdio de tatuagem da Asa Norte virou piscina. O dono, Igor Reis, não conseguiu salvar quase nada.
“Choveu muito, muito, muito, como eu nunca vi.
Comecei a ver o barulho de água caindo,
quando vi, o vidro estourou
e virou isso aqui em cinco minutos”
Afirma.
Em uma loja de colchões e artigos para casa, a sujeira tomou conta de tudo, e os produtos começaram a flutuar. A reportagem da TV Globo usou uma régua para medir a altura da água no subsolo: 65 centímetros.
O gerente, Cosme Farias, comentou o resultado da chuva.
“Nós tivemos um prejuízo enorme
porque não dá para salvar nada ali.
Tem mais de R$ 60 mil de prejuízo só de colchão.
Nunca vi coisa desse jeito.”
Em uma barbearia da 711 Norte, funcionários aproveitaram o fim das chuvas e fizeram um mutirão de limpeza à 1 hora.
“Agora é correr atrás do prejuízo,
limpar, lavar, que amanhã tem que estar
trabalhando novamente, né?”
Disse o comerciante Jaederson Silva.
Aeroporto
Devido à forte neblina que atingiu o DF na manhã desta quarta (141217), o Aeroporto de Brasília operou por instrumentos de 6:25 às 8:57 horas. 16 voos foram desviados para os aeroportos de Goiânia, Confins, Palmas e Guarulhos e cinco foram cancelados na partida. Às 9 horas, o terminal já estava "visual", segundo a administradora do aeroporto Inframerica, com todos os pousos e decolagens liberados.